“As ondas vinham rebentar na praia, molhando-lhe os pés.
A brisa quente de Verão soprava por entre os seus cabelos, aumentando a sensação do toque dele.
O luar emprestava um brilho etéreo à água, enquanto as nuvens projectavam sombras ao longo da praia, tornando a paisagem quase irreal.
Eles cederam então a tudo o que estivera a acumular-se desde o momento em que se conheceram. Ela afundou-se nele, sentindo o calor do seu corpo, e ele soltou-lhe a mão. Então, envolvendo-a lentamente nos seus braços, puxou-a para si e beijou-a suavemente nos lábios. Depois de se afastar ligeiramente para a olhar, beijou-a de novo suavemente. Ela devolveu-lhe o beijo, sentindo a sua mão percorrer-lhe as costas e parar no cabelo, onde ele enterrou os dedos.
Permaneceram abraçados, beijando-se ao luar durante muito tempo, nenhum deles preocupado em saber se alguém os poderia ver. Tinham ambos esperado demasiado tempo por aquele momento e, quando finalmente se afastaram, ficaram a olhar um para o outro.”

"As palavras que nunca te direi", Nicholas Sparks



"Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata, trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel…”


“Quase” (poema), Luís Fernando Veríssimo



Estou sem paciência, não consigo concentrar-me. Tenho livros, cadernos, apontamentos de português à minha frente desde que me levantei e não consigo ganhar ânimo para fazer uma última revisão. 



Muito pior do que pensar constantemente que te posso voltar a encontrar, cruzar-me contigo, ver-te novamente a qualquer momento é quando de facto isso acontece, fazendo com que a ferida que há muito pensava já ter sarado, volte a abrir por momentos.

Música - Rihanna, California King Bed

COLLEGE #1



Estou prestes a encerrar uma grande etapa da minha vida: o Secundário. Ainda não está terminado pois para isso ainda faltam os derradeiros exames e esses estão a preocupar-me verdadeiramente pois irão ditar muita coisa que se vai passar daqui para a frente.
Não posso dizer que foram os melhores três anos da minha vida escolar, porque não foram, de todo!
Não comecei da melhor maneira, acho que foi pelo facto de não estar habituada ao ritmo de estudo que o ensino secundário exige. Vinha habituada às facilidades do ciclo, em que bastava estudar com um dia ou dois de antecedência para os testes, para tirar uma boa nota.
Apesar do contratempo do 10º, recuperei bem e fico contente com o que consegui. Claro está que fica sempre aquele sentimento de que se me tivesse esforçado mais no primeiro ano do secundário, nesta altura não andava tão preocupada com determinadas disciplinas. Mas o que lá vai, lá vai e agora é olhar em frente e não mais pensar no que poderia ter sido feito.
Certo é que, se estes três anos foram desgastantes, trabalhosos e por vezes frustrantes, o que me espera será ainda mais: a faculdade.
Agora resta-me fazer um ultimo esforço para os últimos exames.

Música - Beatles, Yesterday