Parei de pensar e desisti de perceber o porquê.
De todas as tentativas que fiz para chegar a ti, para recuperarmos o que outrora tivemos, nenhuma delas resultou e de nenhuma delas obtive retorno ou sequer uma resposta.
De um instante para o outro tudo mudou, como se jamais nos conhecêssemos, como se três anos não tivessem passado por nós, como se de meras desconhecidas nos tratássemos…
Os dias bem passados, as tardes preenchidas, as noites acordadas, deixaram de ser lembrados e nunca mais tentados. Não por mim. Foi um misto de mudanças, é certo, mas não suficientes para abalar uma amizade dita para sempre, pois então não foi verdadeira.
Da minha parte restarão as lembranças, as boas e as menos boas, e as tentativas de recuperar a razão dessas lembranças. Quanto a ti, nada fizeste para que tal amizade fosse restabelecida, ou pelo menos não esquecida. Contactas-me quando queres e por tua própria vontade, quando a única coisa que pretendes é de alguém que te acompanhe e não de uma amiga. Quanto a isso nada posso fazer se não dizer-te que para tal não sirvo.
O tempo gasto entretanto só serviu para perceber que nem tudo é para sempre e que em relação a nós nunca o será.
Fico ainda com a sensação de que o que fiz não foi o suficiente, mas mais não poderia fazer estando sozinha nesta caminhada… 


“Every night, I watch the sunset and soak up every last ray of its warmth, and send it from my heart to yours.” Pearl Harbor, 2001 ♥


Lembrarei o primeiro dia, o ultimo dia e os outros que se passaram entretanto como sendo um só.
Lembrarei o dia em que chegaste a mim e me roubaste não só um sorriso, como um pedaço de mim que jamais vou reaver. Lembrarei as horas ao telefone, os dias em que me cantavas ao ouvido e as noites deitados na relva das traseiras de tua casa a contemplar a lua e a mais pequena estrela.
Lembrarei os dias em que me escrevias só para quebrar a rotina e em que eu retornava a carta com um toque do mais suave perfume.
Lembrarei o aconchego do teu abraço, o cheiro da tua pele, o bater acelerado do teu coração ao toque da minha mão.
Lembrarei as noites em que esperavas que adormecesse para poderes fechar tu os olhos. (sei, porque não dormia realmente), ficava a ver-te repousar enquanto me aninhava junto a ti.
E lembrarei o dia em que acordei e vi apenas a tua forma, os teus contornos, a tua marca deixada nos lençóis, como que tudo o que restava de nós. Uma marca, que jamais conseguirei apagar e que me recorda vivamente todos esses momentos, que eram poucos mas que enchiam e preenchiam o meu dia.
[…para onde foste?]


"Wherever you are in the world,the moon is never bigger than your thumb." - Dear John, 2010 ♥




Tenho vontade de correr, de fugir para bem longe. De ir para a terra onde os impossíveis mal existem e os possíveis são uma constante. Não pretendo facilidades, quero sim possibilidades.
Nem sempre impera o que queremos, o que desejamos e o que sonhamos, imperam os actos, os gestos de mudança, as palavras de concretização. Impera o poder e o parecer (mas não o ser).
Impera a (má) vontade, o cinismo. Impera a descrença pela verdade e o esquecimento da sinceridade. Impera o desumilde.
Vou, por isso, correr, mudar-me para onde sou vista e para onde me ouvem, para onde não há fome de ganância mas sim a vontade de viver. Vou ser eu a descobridora desse lugar.