- agosto 11, 2017
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Nos últimos dias dei por mim a reflectir sobre a brevidade e fugacidade das coisas e do medo que tenho da rapidez com que passam. Um dos meus maiores receios é o de não aproveitar tudo aquilo que tenho ao meu dispor enquanto o posso - e devo! - fazer. Tenho receio que tudo o que me é importante não dure o tempo suficiente que preciso que dure, para que possa desfrutar e, simultaneamente, habituar-me à sua ausência.
Tragédias como as que têm manchado as páginas da história do país e do mundo, levam-me a pensar que podemos e devemos passar por cima dos pequenos contratempos diários com que somos confrontados, de situações insignificantes que, olhando ao nosso redor, não se comparam com os verdadeiros obstáculos que outros enfrentam. Fazem-me reflectir que não devo lamentar as pequenas coisas e canalizar a minha energia para o lado negativo dos acontecimentos. Para quê desesperar no trânsito da cidade ou nas filas do supermercado, ter pouca tolerância com pessoas lentas e rogar pragas às pedras da calçada por um salto arruinado? Não digo que não o façamos de todo, mas pelo menos que não lhes atribuamos uma importância desadequada. Quantas destas, e de outras, situações diárias representarão obstáculos reais e quantas delas serão obstáculos criados por nós? São estes pequenos acontecimentos diários que nos distraem do que é verdadeiramente importante e significativo.
Cada vez tenho mais a consciência e a certeza de que não faz sentido lamentar estes pequenos grãos de areia no nosso caminho. Não faz sentido não viver plenamente, não procurar fazer aquilo que nos dá prazer, com as pessoas que nos são mais importantes. Não faz sentido guardar rancores e alimentar ódios, quando podemos direccionar a nossa energia para as coisas positivas. Acima de tudo, não gosto de ter de ser necessário ser confrontada com uma situação difícil, para reflectir sobre tudo isto e sobre a forma como tenho encarado as minhas pequenas provações diárias.
- agosto 05, 2017
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Aquilo que mais quero para a minha vida profissional não se traduz em números ou reconhecimentos. O meu grande desejo e objectivo não é muito diferente do da maioria das pessoas. Não é mais nem menos. É simplesmente encontrar um local que me permita fazer o que gosto, enquanto aprendo, cresço e onde me motivo diariamente. Sonho - e trabalho para -, acordar todos os dias feliz e com uma motivação imensa para dar início a mais um dia. É esse o objectivo último no campo profissional - aliar um bom local, um salário justo e tarefas motivadoras, a um ambiente feliz e desafiante, de união e crescimento.
Tenho a consciência de que é algo ambicioso esperar uma harmonia a este nível, em que tudo se conjuga de forma favorável e que nos permite entrar e sair felizes, depois de fazermos o que gostamos. Parece quase utópico pensar num cenário assim. Principalmente quando, em muitos dos locais que nos recebem, existe quem não goste do que faz; quem assuma funções de forma obrigada ou quem não tenha perfil para fazer o que faz, tornando o seu dia num ritual de insatisfação, repetido em loop semanas, meses e anos; Existe quem contagie os outros com o seu negativismo, quem tenha aversão a novidade e mudança, quem não se entusiasme, nem se desafie e existe quem não evolua, nem faça evoluir os outros; E existe quem se acomode.
Existe de tudo e eu ainda não vi nada. Só agora estou a começar e, por isso, assisto a todos estes cenários de bancada, com o distanciamento suficiente que me permite avaliar tudo e pensar sobre qual será a minha posição quando chegar a minha vez de exercer. Acho que estou numa posição privilegiada mas, ao mesmo tempo, de grande responsabilidade, pois tenho em mim a capacidade e a oportunidade de começar do zero, livre de hábitos e manhas e, sobretudo, de fazer melhor. Pelo menos a motivação existe e faço para que se mantenha, porque acho que tudo começa em nós e na nossa vontade de querer fazer mais e melhor.
Há
alturas em que me sinto debaixo de um céu
carregado de nuvens
escuras,
prestes a transbordar. E aí sou tomada
pelo peso das minhas preocupações, receios e ansiedade e
deixo-me abater. Nem sempre é simples como gostaria, mas apesar de
uma ou outra adversidade, não
gosto de me lamentar, pois sei que tenho muito apoio
do meu do meu lado e ainda estou a
começar. E é esse lado
positivo que tento destacar. Ainda que
sintamos que existam mil e uma forças contrárias às nossas e que
tropecemos uma ou meia dúzia de vezes pelo caminho, acredito que a
persistência e a resiliência darão frutos. E as coisas sabem
sempre melhor quando as conquistamos com algum esforço, não é
verdade?
A imagem é da minha autoria. Agradeço que não a utilizem sem autorização prévia.
- julho 28, 2017
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- julho 25, 2017
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Alcobaça voltou a receber-nos com todo o encanto, uma mão cheia de anos depois da nossa primeira visita. Foi uma passagem rápida pela região, numa tarde soalheira e de muito calor que não convidava a longos passeios. A esplanada da Pastelaria Alcôa, que é paragem obrigatória na visita à cidade, esperáva-nos debaixo de uma sombra convidativa. Um refresco e uma cornucópia, com vista para o Mosteiro foi a combinação perfeita para aquela tarde quente, depois de alguns quilómetros de viagem.
A Pastelaria Alcôa existe desde 1957 e dedica-se à doçaria conventual, actividade que lhes confere o título de Mestres. Quem entra na Pastelaria Alcôa não sai o mesmo. Pelo menos não de mãos vazias. É difícil não nos perdermos pela montra imensa. Desde Castanhas de Ovos, Encharcadas, Rabanadas, Fradinhos, Ovos do Paraíso ou Nozes Caramelizadas, as iguarias são a perder de vista - e a cabeça - para amantes de doce de ovos.
É o caso do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça que é a "casa" dos túmulos de D. Pedro e D. Inês de Castro, os protagonistas da mais bonita e trágica história de amor da História de Portugal. A construção do Mosteiro remonta a 1153 e foi considerado como o primeiro ensaio da arquitectura gótica em Portugal.
De saída do Mosteiro, a curta caminhada levou-nos até ao Jardim do Amor, que desconhecíamos. Não sendo nada de deslumbrante, o jardim evoca a paixão imortal de Pedro e Inês e dá-nos a conhecer a lenda de Alcobaça, uma história de amor entre Alcôa e Baça que, curiosamente, denominam os dois rios da região que confluem neste local.
A lenda fala de um casal de apaixonados que habitava na região. Eram ambos muito pobres, mas estavam noivos e iam casar brevemente. O rapaz tinha o defeito de ser muito ganancioso e de querer ser muito rico. Pela região passou um homem à procura de pessoas para trabalhar. Depois de conhecer o rapaz, aliciou-o, dizendo que poderia ser muito rico se deixasse aquele local. Como era muito ganancioso, o rapaz abandonou a noiva e a sua terra partindo em busca de mais dinheiro. A rapariga sentindo-se abandonada teve um desgosto tão grande que chorou até as suas lágrimas formarem um rio. Tempos mais tarde o rapaz arrependido voltou à região e a chorar pediu que a rapariga o aceitasse de volta. A rapariga, como o amava muito, assim fez. Conta a lenda que das lágrimas derramadas pelos dois jovens nasceram os dois rios da região - Alcôa e Baça.
O Jardim do Amor é um espaço de lazer, situado nos jardins da biblioteca municipal, onde somos convidados a celebrar o amor. Aqui é possível preparar uma surpresa para alguém especial, escrevendo uma mensagem num pedaço de papiro e guardando-a num dos 700 Cofres do Amor que se encontram embutidos nas paredes do Jardim. Desconhecia este recanto romântico, que fez com que me apaixonasse ainda mais pela cidade.
A lenda fala de um casal de apaixonados que habitava na região. Eram ambos muito pobres, mas estavam noivos e iam casar brevemente. O rapaz tinha o defeito de ser muito ganancioso e de querer ser muito rico. Pela região passou um homem à procura de pessoas para trabalhar. Depois de conhecer o rapaz, aliciou-o, dizendo que poderia ser muito rico se deixasse aquele local. Como era muito ganancioso, o rapaz abandonou a noiva e a sua terra partindo em busca de mais dinheiro. A rapariga sentindo-se abandonada teve um desgosto tão grande que chorou até as suas lágrimas formarem um rio. Tempos mais tarde o rapaz arrependido voltou à região e a chorar pediu que a rapariga o aceitasse de volta. A rapariga, como o amava muito, assim fez. Conta a lenda que das lágrimas derramadas pelos dois jovens nasceram os dois rios da região - Alcôa e Baça.
O Jardim do Amor é um espaço de lazer, situado nos jardins da biblioteca municipal, onde somos convidados a celebrar o amor. Aqui é possível preparar uma surpresa para alguém especial, escrevendo uma mensagem num pedaço de papiro e guardando-a num dos 700 Cofres do Amor que se encontram embutidos nas paredes do Jardim. Desconhecia este recanto romântico, que fez com que me apaixonasse ainda mais pela cidade.
- julho 10, 2017
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