OSCARS | Review


Pela primeira vez na história da minha existência e do meu gosto pelo cinema, consegui assistir à cerimónia dos Óscares na integra. Não custou muito e não houve momentos em que deixasse cair a cabeça com o sono. Apesar de não ter grandes motivos de comparação, por não ter assistido a nenhuma outra na sua totalidade, posso dizer que foi um serão bem passado, com alguns momentos cómicos, mas não tantos quanto esperava. Destaco alguns momentos mais do que outros.

Achei fabuloso o número musical de abertura, protagonizado por Neil Patrick Harris, Anna Kendrick e Jack Black. Belas vozes e a dose certa de humor. Quanto aos restantes momentos musicais destaco o tributo da grande Lady Gaga a The Sound of Music. Foi um momento magnifico em que, mais uma vez, confirmou o grande poder vocal que tem e a grande artista que é. Lindo.

No que toca aos discursos, os direitos civis, a igualdade de direitos entre homens e mulheres e a homossexualidade estiveram em destaque, nos discursos de Common e John Legend, Patricia Arquette e Graham Moore. Este último, que venceu o óscar para melhor argumento adaptado, fez um discurso emocionante dirigido aos jovens que se sentem sozinhos ou perdidos, por serem diferentes, apelando que se mantenham fieis a si mesmos e destacou que há um lugar para eles no mundo

Mas é de prémios que é feita a cerimónia. Birdman foi o vencedor da noite, distinguido nas categorias de Melhor Filme, Realização, Argumento Original e Melhor Fotografia. Quanto aos actores, Eddie Redmayne venceu o Óscar para Melhor Actor Principal e Julliane Moore foi galardoada na mesma categoria. Os actores secundários distinguidos foram J. K. Simmons e Patricia Arquette. 

Por esse lado, viram a cerimónia? O que acharam?

THE OSCARS NIGHT



Chegou finalmente a grande noite do cinema. Já estou pronta, em frente à televisão, para assistir a umas horas de entrega de prémios, algumas peripécias, discursos inspiradores e outros nem tanto. Uma das partes que também me entusiasma é o desfile de estrelas na passadeira vermelha, confesso. Futilidade ou não, tenho sempre muita curiosidade em ver os trapinhos deste ou daquele. Mas é do cinema que se trata a cerimónia. Infelizmente não consegui ver alguns dos filmes nomeados, mas tenho os meus favoritos. Espero uma noite interessante, principalmente com o Neil Patrick Harris na apresentação. Promete. Ainda não tive oportunidade de assistir a uma cerimónia dos Óscares na integra. Vamos ver se é desta. 

OSCARS | Into the Woods (2014)


Não desgostei por completo deste filme, mas esperava mais, para ser sincera. A história está interessante e diferente. É um filme musical que segue alguns dos contos de fadas dos Irmãos Grimm, como "O Capuchinho Vermelho", "João e o Pé de Feijão", "Rapunzel" e "Cinderela". A parte original é a história que envolve um padeiro, a sua esposa e o desejo de ambos de constituir família. O facto de não poderem ter filhos leva-os ao encontro da bruxa que colocou uma maldição sobre eles e que, para a desfazer, o casal terá de reunir um conjunto de objectos mágicos de algumas das personagens dos contos. 
O facto de ser um filme musical deixou-me um pouco reticente, no entanto tinha muita curiosidade, pelo enredo e pelo conjunto de actores que o integram, como Meryl Streep, Johnny Depp, Anna Kendrick, Emily Blunt e muitos outros. No entanto fiquei desiludida. Esperava mais da história e a vertente musical não me deixou boquiaberta. Pelo contrário. Houve cenas em que desejei que parassem de cantar, por ser demais. Chegou a uma altura do filme em que me perguntei se faltava muito para terminar, porque sinceramente achei que já chegava de filme. Fiquei realmente chateada por não ter sido o que esperava. 
Novo título em breve (ver aqui)

OSCARS | The Theory of Everything


Se tinha dito que a disputa para o prémio de Melhor Actor seria difícil, com a prestação de Benedict Cumberbatch em O Jogo da Imitação, neste momento - e mesmo sem ter visto os restantes filmes - posso dizer que dificilmente me convencem de que outro actor, que não Eddie Redmayne, merece a estatueta dourada. Fantástico. B-r-i-l-h-a-n-t-e. Fiquei maravilhada com a fabulosa actuação do actor britânico, que desconhecia e que a meu ver retratou, de forma muito fiel, o físico Stephen Hawking. Captou todos os pormenores que o definem e caracterizam, fazendo uma actuação única e emocionante. Mas desengane-se quem pensa que o foco do filme está todo nele. A lindíssima Felicity Jones teve também um papel de destaque ao representar Jane, sua mulher, dona de uma força inesperada e capaz de ultrapassar as diferenças em prol de um amor incondicional. 
Sou de lágrima fácil e, por isso sabia que ao escolher A Teoria do Tudo como serão de final de noite seria condenar o meu rimel ao fracasso. Verti uma ou duas lágrimas, confesso. Mas esbocei muitos sorrisos e dei algumas gargalhadas, tal como todo o cinema. Apesar da história triste, Stephen é inspirador e, sempre de sorriso nos lábios, mostra-nos mesmo que "enquando há vida, há esperança". 

Novo título em breve (ver aqui)

OSCARS | The Imitation Game (2014)


The Imitation Game foi o segundo filme escolhido para a maratona dos filmes nomeados aos Óscares, de que vos falei nesta publicação. Era um filme que estava no topo da minha lista pela expectativa relativamente à história e representação.

É uma história dramática sobre um matemático brilhante, que deu um importante contributo para o fim da II Guerra Mundial e permanece hoje praticamente desconhecido. Alan Turing cria uma máquina capaz de descodificar a tão famosa Enigma e as mensagens trocadas pelos Nazis para comunicarem secretamente os seus planos de ataque.

Realizado por Morten Tyldum, conta com a participação de Benetict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode, entre outros. Na minha modesta opinião, de mera espectadora sem conhecimento aprofundado sobre o cinema, o filme está muito bem realizado e representado. Para mim o Benedict Cumberbacth fez um excelente papel, ao retratar o excêntrico e determinado Alan Turing. Um homem com uma mente brilhante, mas socialmente inibido e com dificuldade em relacionar-se com os outros. Para mim este foi um papel de destaque, a par com o de Keira Knightley, de que gosto muito de ver em papeis de época. Merecida a nomeação para Melhor Actriz Secundária. 

Alan Turing era um nome que nunca antes tinha ouvido, mas que todos deviam conhecer pela importância que teve na história e o percurso de vida difícil que sofreu, apenas por ser quem era...
Ainda não vi os restantes filmes, mas parece-me que será difícil a disputa para Melhor Actor. Não é para todos os gostos, mas acho que é um filme que vale a pena assistir, para que gosta de ver pedaços da história retratados no grande ecrã. Gostava também de ler o livro, para saber mais sobre esta história. 

OSCARS | Gone Girl (2014)


Vi este filme assim que saiu, mas estive meses à espera da sua estreia. Li o livro primeiro, há quase dois anos e quando o adquiri não fazia ideia que iria passar para o grande ecrã. Foi uma noticia que recebi com grande agrado, uma vez que adorei o livro e pretendo ler mais da autora. 

O filme, realizado por David Ficher, é baseado no Bestseller de Gillian Flynn e relata a história e os segredos do casamento de Nick e Amy Dunne. Aquando do seu 5º aniversário de casamento, Amy desaparece misteriosamente. A pressão da policia e da comunicação social fazem Nick quebrar e depressa as mentiras e o seu comportamento estranho fazem com que todas as atenções se voltem para si, como principal suspeito. 
Nos principais papeis temos Ben Affleck, que esteve muito bem, a meu ver, mas o grande destaque vai para Rosamund Pike, que fez uma interpretação fantástica de Amy. Confesso que não conhecia a actriz (grande erro), mas para mim é uma grande candidata ao Óscar de Melhor Actriz. 

Foi o primeiro filme que vi, dos que estão nomeados para os Óscares deste ano, sem ainda ter pensado em fazer esta maratona. É um filme recheado de mistério e suspense, que nos deixa irritados em certos momentos. Um pouco negro, mas muito interessante. Vale a pena. 

Confesso que gostei mais do livro, porque o suspense mantém-se durante mais tempo, deixando-nos presos sem querer desviar os olhos das páginas. Para quem quiser ler a revisão do livro, está aqui

OSCARS | Movie marathon


Assim que entrar de férias vou dar inicio a outra maratona. Mas desta vez não é uma maratona de estudo intensivo, de deixar os cabelos em pé. Vou iniciar a minha maratona de filmes nomeados aos Óscares. Quero, pela primeira vez, estar a par e ter uma opinião formada de quase todos os filmes nomeados, não só na categoria de melhor filme. Normalmente vejo um ou dois, porque não tenho tempo e o resto fica sempre para um depois que nunca chega. Desta vez terei o tempo de férias do semestre para me dedicar a esta maratona. Não pretendo ver todos, até porque a lista é imensa, mas vou tentar dedicar-me a The Imitation Game, The Theory of Everything, Unbroken, Still Alice, Whiplash, Birdman, Into The Woods, American Sniper, Interstellar, Wild e mais uns tantos. Acho, sinceramente, que não conseguirei vê-los todos, mas vou fazer por isso.